Hi there!
Faz uma semana que vinha passando mal desde que comecei a tomar antibióticos para tratar a minha infecção urinária. Para pegar o remédio, marquei uma consulta onde você tinha que ter noção se realmente estava com este tipo de infecção ou não. O tipo específico exigia uma coleta para exame antes de o médico lhe avaliar. Achei rápido e eficiente e, como o governo brasileiro, através do Ciências sem Fronteiras, paga o meu seguro saúde, não paguei nada de co-participação ou mesmo o exame de urina; apenas uma parte do remédio prescrito.
Pois bem. Comecei a tomar o remédio e a passar muito mal. Dormia na aula, acordava tarde; dia inteiro sonolenta. Prova na segunda. Achei razoável parar e me dedicar à prova e dizer à medica o que estava acontecendo. Mandei email; dois dias de conversa, troca de remédio e uma conclusão: infecção nos rins. Recomendação: ir correndo ao pronto-socorro.
Para esclarecer, o hospital que fui é da universidade, que é pública/estadual, e também é um hospital público. TODOS os hospitais aqui, mesmo que sejam do governo, são pagos. O seguro saúde que é pago vale 2 mil dólares mais ou menos por semestre e é um plano da universidade com uma seguradora a fim de facilitar para os alunos e gente do entorno da universidade. Quando se precisa ir para a emergency room (sala de emergência; literal) é porque é realmente algo grave ou pelo menos deveria ser. Também é a modalidade de atendimento com maior co-participação: $100. Sim, CEM DÓLARES POR UMA QUESTÃO GRAVE.
Além desse pequeno desembolso - lembrando que é com a cobertura do seguro saúde -, passei 5 horas no total dentro do hospital. Foram 4 horas para eu ser atendida depois de passar pela enfermaria e o resto foi esperando o médico vir no quartinho, esperando para desembolsar o co-pay e pegar as receitas. Várias vezes, enquanto eu tentava dormir para esquecer o nervosismo e o mal-estar, tive a impressão de estar em um hospital público no Brasil. Mas só quando não falavam nada e enquanto eu estava de olhos fechados. Além do inglês, a magnífica estrutura do prédio delatava a minha real presença nesse "país de primeiro mundo".
Chorei muitas vezes pensando em como eu gostaria de estar no meu país naquela hora, porque eu sei que, por mais demorado que seja o atendimento, vão lhe atender e não vão cobrar nada exorbitante de você. Ou ser preso/processado porque foi ao pronto-socorro, foi atendido e não tinha um centavo para pagar a conta. As infermeiras brasileiras, não em um modo geral mas em sua maioria, me trataram muito bem para quem trabalha em condições de sucateio. Mas aqui? Pra quê ser simpático? Uma moça teve de passar uma hora quase vomitando no banheiro até algum enfermeiro perguntar-lhe como estava. Obviamente que mal, né amigo(a)? Em compensação, as enfermeiras passavam oferecendo cobertor e travesseiro para aguardar a espera.
Conheço uma pessoa que trabalha na Microsoft e tem um bom plano de saúde. Aventurou-se nos gelos com um Skiboard, caiu e quebrou o pulso. Resultado: mesmo com o seguro, ainda teve de desembolsar em torno de $1500. POR UMA IMOBILIZAÇÃO NO PULSO. Quer goste, quer não, o SUS tem muitos pontos a desejar por má gestão dos recursos. Mas se sai de lá com o pulso engessado sem lhe cobrar nada a mais além dos impostos.
Nem imagino o que meus amigos, cujos planos de saúde não cobrem pronto-socorro, farão quando precisar de algo urgente. Vão morrer? Às vezes me arrependo de ter vindo para cá e não para um país da Europa. Mas, infelizmente, minha oportunidade mora aqui.
Sintomas!
Às vezes se você está tomando antibiótico e alguns sinais estão melhorando como a dor na hora de urinar, mas ainda assim você se sente mal, pode ser que você esteja com infecção nos rins. A infecção urinária começa na bexiga e a bactéria pode se alocar para os rins. No meu caso, isso já havia acontecido quando eu comecei a tomar um remédio que combate o patógeno na bexiga. Melhorei mas continuei a sentir:
- enjôos;
- tonturas;
- cansaço;
- sonolência;
- falta de apetite;
- frio e calafrio (mesmo sem febre);
- MUITA dor de cabeça;
- sensação de irrealidade;
- não conseguir focar direito (como quando se vai ler).
Então, se você está se sentindo assim, apesar das melhoras, fale com seu médico ou vá em um pronto socorro (no Brasil eu iria correndo sem me preocupar com o dinheiro. Ufa).
Quer publicar seu livro? Peça um orçamento para a 11 Letras através do email 11letras@11editora.com.br ou aqui.
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| Maravilhoso recibo com um ~pequeno desembolso~ |
Faz uma semana que vinha passando mal desde que comecei a tomar antibióticos para tratar a minha infecção urinária. Para pegar o remédio, marquei uma consulta onde você tinha que ter noção se realmente estava com este tipo de infecção ou não. O tipo específico exigia uma coleta para exame antes de o médico lhe avaliar. Achei rápido e eficiente e, como o governo brasileiro, através do Ciências sem Fronteiras, paga o meu seguro saúde, não paguei nada de co-participação ou mesmo o exame de urina; apenas uma parte do remédio prescrito.
Pois bem. Comecei a tomar o remédio e a passar muito mal. Dormia na aula, acordava tarde; dia inteiro sonolenta. Prova na segunda. Achei razoável parar e me dedicar à prova e dizer à medica o que estava acontecendo. Mandei email; dois dias de conversa, troca de remédio e uma conclusão: infecção nos rins. Recomendação: ir correndo ao pronto-socorro.
Para esclarecer, o hospital que fui é da universidade, que é pública/estadual, e também é um hospital público. TODOS os hospitais aqui, mesmo que sejam do governo, são pagos. O seguro saúde que é pago vale 2 mil dólares mais ou menos por semestre e é um plano da universidade com uma seguradora a fim de facilitar para os alunos e gente do entorno da universidade. Quando se precisa ir para a emergency room (sala de emergência; literal) é porque é realmente algo grave ou pelo menos deveria ser. Também é a modalidade de atendimento com maior co-participação: $100. Sim, CEM DÓLARES POR UMA QUESTÃO GRAVE.
Além desse pequeno desembolso - lembrando que é com a cobertura do seguro saúde -, passei 5 horas no total dentro do hospital. Foram 4 horas para eu ser atendida depois de passar pela enfermaria e o resto foi esperando o médico vir no quartinho, esperando para desembolsar o co-pay e pegar as receitas. Várias vezes, enquanto eu tentava dormir para esquecer o nervosismo e o mal-estar, tive a impressão de estar em um hospital público no Brasil. Mas só quando não falavam nada e enquanto eu estava de olhos fechados. Além do inglês, a magnífica estrutura do prédio delatava a minha real presença nesse "país de primeiro mundo".
Chorei muitas vezes pensando em como eu gostaria de estar no meu país naquela hora, porque eu sei que, por mais demorado que seja o atendimento, vão lhe atender e não vão cobrar nada exorbitante de você. Ou ser preso/processado porque foi ao pronto-socorro, foi atendido e não tinha um centavo para pagar a conta. As infermeiras brasileiras, não em um modo geral mas em sua maioria, me trataram muito bem para quem trabalha em condições de sucateio. Mas aqui? Pra quê ser simpático? Uma moça teve de passar uma hora quase vomitando no banheiro até algum enfermeiro perguntar-lhe como estava. Obviamente que mal, né amigo(a)? Em compensação, as enfermeiras passavam oferecendo cobertor e travesseiro para aguardar a espera.
Conheço uma pessoa que trabalha na Microsoft e tem um bom plano de saúde. Aventurou-se nos gelos com um Skiboard, caiu e quebrou o pulso. Resultado: mesmo com o seguro, ainda teve de desembolsar em torno de $1500. POR UMA IMOBILIZAÇÃO NO PULSO. Quer goste, quer não, o SUS tem muitos pontos a desejar por má gestão dos recursos. Mas se sai de lá com o pulso engessado sem lhe cobrar nada a mais além dos impostos.
Nem imagino o que meus amigos, cujos planos de saúde não cobrem pronto-socorro, farão quando precisar de algo urgente. Vão morrer? Às vezes me arrependo de ter vindo para cá e não para um país da Europa. Mas, infelizmente, minha oportunidade mora aqui.
Sintomas!
Às vezes se você está tomando antibiótico e alguns sinais estão melhorando como a dor na hora de urinar, mas ainda assim você se sente mal, pode ser que você esteja com infecção nos rins. A infecção urinária começa na bexiga e a bactéria pode se alocar para os rins. No meu caso, isso já havia acontecido quando eu comecei a tomar um remédio que combate o patógeno na bexiga. Melhorei mas continuei a sentir:
- enjôos;
- tonturas;
- cansaço;
- sonolência;
- falta de apetite;
- frio e calafrio (mesmo sem febre);
- MUITA dor de cabeça;
- sensação de irrealidade;
- não conseguir focar direito (como quando se vai ler).
Então, se você está se sentindo assim, apesar das melhoras, fale com seu médico ou vá em um pronto socorro (no Brasil eu iria correndo sem me preocupar com o dinheiro. Ufa).
Quer publicar seu livro? Peça um orçamento para a 11 Letras através do email 11letras@11editora.com.br ou aqui.

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